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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Resenha: Festival Abril Pro Rock 2014 (26/04/14 - Chevrolet Hall, Olinda)

"Mostrar a renovação da música e dar visibilidade a grandes clássicos para a nova geração”.  A premissa do Abril Pro Rock (APR) parece simples – principalmente quando explicada por Paulo André, diretor artístico do festival pernambucano, ainda na coletiva do evento. Manter, contudo, a integridade deste pensamento, ao longo dos anos, exige bom senso. E como exige.

Atingindo a sua 22º edição, o APR concentrou, novamente, suas atividades no Chevrolet Hall, em Olinda, e trouxe cerca de 10 mil pessoas nos seus dois dias – sexta-feira (25) e sábado (26) de abril – de apresentações. Além do local, a produção do evento vem mantendo o equilíbrio entre novas bandas (regionais ou não), grupos clássicos (de porte médio, ao máximo) e levando em conta, também, o ineditismo das atrações.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Resenha: Badlands - Badlands

Ano de Lançamento: 1989

Nos anos 80, o rock n' roll viveu um de seus maiores ápices comerciais. O resultado? Inúmeros álbuns de hard rock e heavy metal viram a luz do dia. 

Mesmo tendo contribuído com dois registros clássico desta década – os discos "Bark at The Moon" (1983) e "The Ultimate Sin" (1986), com Ozzy Osbourne – , o guitarrista norte-americano Jake E. Lee ainda reservara, no ano de 1989, uma de suas maiores surpresas, o supergrupo Badlands.

A proposta da banda era simples: unir o hard rock oitentista com elementos do blues  tão presente no rock n' roll dos anos 70, aliás. Para esse objetivo, Jake E. Lee não teria opção melhor que o incrível vocalista Ray Gillen. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Resenha: Ozzy Osbourne - Diary of A Madman

Ano de lançamento: 1981

Com o lançamento de "Blizzard of Ozz", em 1980,  o vocalista britânico Ozzy Osbourne finalmente provara que poderia manter uma carreira solo estável, com elementos distintos a sua antiga banda o Black Sabbath e, ao mesmo tempo, se firmar como artista de maneira independente ao que fez no início de sua carreira, por exemplo.

Na época, dar pouco crédito a nova investida de Ozzy seria uma opção coerente; o cantor vivia uma vida repleta de excessos e a sua saída do Sabbath, com direito a ida e vindas, foi bastante conturbada. Apesar dessas adversidades, alguns fatores, inquestionavelmente, serviram de mote pro início da sua empreitada solo: a contribuição do incrível guitarrista Randy Rhoads e o empresariamento daquela que viria, um ano depois, a ser sua famosa esposa Sharon Osbourne. Houve outros fatores, claro. Mas esses, além do próprio, são considerados fundamentais para o sucesso de sua estreia solo com a 'dobradinha' "Blizzard of Ozz" (1980) e, lançado um ano depois, o disco aqui resenhado: o  clássico "Diary of A Madman".

terça-feira, 17 de julho de 2012

Resenha: Glitter Magic - Bad for Health

Ano de lançamento: 2012

Glitter Magic. Ao me deparar com este nome logo mentalizei uma banda assumidamente glam ou, em outras palavras, um grupo bem farofa; enfim, com aquela sonoridade típica e, por vezes, exagerada tão comum as bandas populares dos anos 80. 

Curiosamente, após ouvir o disco descobri que o título trata-se, na verdade, de um trocadilho com a faixa "Black Magic", do clássico disco de estréia dos americanos do Slayer.

Quanto a sonoridade, eu não errei totalmente; o som dos mineiros de Juiz de Fora bebe da fonte do hard oitentista, mas as influências atípicas ao gênero são tão fortes que conferem uma identidade, uma diferenciação ao Glitter Magic.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Coluna Playlist #5: Rainbow - Long Live Rock 'n Roll

Qual seria o hino definitivo do rock 'n' roll? Em meio a inúmeras discussões entre fãs do estilo, talvez esse questionamento represente a discussão mais recorrente, mais empolgante e, como qualquer pergunta do tipo, mais subjetiva.


No dia 13 de julho (dia do Rock 'n' Roll), essa questão sempre ganha mais significância, pois entre os seus admiradores existe uma certa necessidade de sintetizar todo o estilo e sua importância elegendo não três ou duas; mas, às vezes, uma única obra. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Resenha: Guthrie Govan - Erotic Cakes

Ano de lançamento: 2006

De tempos em tempos, a mídia especializada costuma superestimar algum instrumentista - nesse caso, em específico, o guitarrista - e apresentá-lo como um um gênio, o salvador. 

Na maioria dos casos, o tal 'gênio instrumentista' acaba sendo lembrado apenas por algumas exibições de virtuosismo pomposas e, talvez, algum suposto material didático no formato de vídeo aula. Adianto que esse não é o caso do guitarrista britânico Guthrie Govan. Não, definitivamente não o é.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Resenha: Paul Gilbert - Alligator Farm

Ano de lançamento: 2000

Lembrado, principalmente, por seu trabalho - incrível, diga-se de passagem - em bandas como o "Mr. Big" e "Racer X", Paul Gilbert sempre fora um dos raros guitarristas americanos que, além do 'mero' virtuosismo nas seis cordas, roubava a atenção por sua incrível versatilidade como músico.

Desde que 'debutou', com o álbum "King of Clubs" (1997), Gilbert mostrou que tomaria um rumo diferente. Um rumo que divergiu dos típicos álbuns solos de guitarristas; ao invés de preencher o disco com faixas instrumentais em que longos 'guiariam a composições', Gilbert apostara em uma incrível variedade de estilos. Sim, há virtuosismo nas guitarras; afinal, estamos falando de Paul Gilbert, certo? Ah, também há incríveis faixas instrumentais. Contudo, elas dividem espaço com canções incrivelmente acessíveis... - pop, pra falar a verdade - e Paul Gilbert, além de compor e tocar as guitarras, também as canta - muito bem, por sinal.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dr. Sin em Recife, 02/12/11 no Bar Burburinho

Depois de quatro anos, o último show em terras pernambucanas havia sido realizado em 2007, eis que o Recife recebe o trio - hoje, com a inclusão de teclados, um quarteto, na verdade - de hard rock paulista "Dr. Sin". A banda  divulga o seu último álbum,  "Animal".

Um pequeno 'parênteses' antes da resenha em si:
Após ler o anúncio do local do evento perguntei-me: - será que o Burburinho comportará decentemente o público para este show? Explico as razões da minha indagação: devido ao fato (recente) do "Bomber Rock Bar" fechar as portas, houve uma migração, dos shows lá realizados, para o "Bar do Burburinho" - um bar mais tradicional cuja localização foi a mesma do finado Bomber: o bairro do Recife. A estrutura Bomber, apesar de também ser um local de espaço limitado, era superior ao primeiro andar do Burburinho e espero, sinceramente, que o uso desse bar, como opção para shows do estilo, seja um paliativo ou que, ao menos, os eventos de porte médio, como este, ocorram no "Clube Português" ou no "Clube Internacional". Um fator a ser levado em consideração foi o preço do evento, afinal 30 reais foi um valor acima do esperado para o local em si.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Resenha: Dr. Sin - Original Sin

Ano de lançamento: 2009
Exatos 16 anos após a estréia do DR. SIN com o debut - cujo título tem o nome do grupo "emprestado" (Dr. Sin) -, o trio paulista lança "Original Sin". Na verdade  este lançamento trata-se de um remake de "Dr. Sin" (1993) com a inclusão de duas faixas inéditas  ("You're My Love e "Nephelins") - que talvez sejam o principal atrativo para os fãs do grupo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Scorpions - Sting in the Tail

Ano de lançamento: 2010
“Sting in the Tail” é o novo álbum da banda germânica Scorpions. Dentre seus trabalhos, talvez seja um dos mais desafiadores. Apesar de ser um grupo deveras experiente, dono de uma extensa e invejável discografia, alguns fatores como o anúncio - realizado por Klaus Meine (vocalista) - de que este seria o último e melhor álbum composto pela banda, retomando a sonoridade da fase oitentista, vista em álbuns como “Blackout” (1982); acaba por criar, antes mesmo de ouvirmos, uma expectativa enorme. Some isso ao grande sucesso e qualidade do álbum anterior (“Humanity: Hour I”) e as expectativas aumentam ainda mais, logo “Sting in the Tail” tem que ser REALMENTE bom.